Catharina Sour é reconhecido como o primeiro estilo brasileiro de cerveja

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Por: Juliana Ribeiro


Beer Judge Certification Program (BJPC), a mais importante instituição de juízes de cervejas do mundo, reconheceu a Catharina Sour como o primeiro estilo brasileiro de cerveja. O anúncio foi feito pela nesta quarta-feira (4 de julho). Outros estilos incluídos foram Burton Ale, New England IPA e New Zealand Pilsner.

A Catharina Sour é uma cerveja de trigo clara e ácida, com adição de frutas e nível alto de carbonatação, inspirada no estilo Berliner Weisse – produzido na região de Berlim, Alemanha. O nome e o estilo surgiram em 2015 no estado de Santa Catarina e, embora, não seja unanimidade vem ganhando adeptos e já pode ser encontrada em outras regiões do país.


Abracerva

O trabalho para reconhecimento internacional do primeiro estilo brasileiro de cerveja teve atuação ativa da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), cujo presidente é de Santa Catarina. Carlo Lapoli também foi presidente da Associação das Microcervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) e diretor comercial da Cervejaria Blumenau e da Cervejaria Handwerk.

 

Vencedora Concurso Brasileiro 2018

A Catharina Sour já havia sido incluída no regulamento do Concurso Brasileiro da Cerveja, principal do país, maior da América Latina e terceiro mundial em número de inscrições. Em 2018, as vencedoras foram:

 

Brazilian Beer –  Catharina Sour ouro Cervejaria Istepô SC ISTEPÔ GOIABÊRA
Brazilian Beer –  Catharina Sour prata CERVEJARIA UNIKA SC UNIKA CATHARINA SOUR AMEIXA E LARANJA
Brazilian Beer –  Catharina Sour bronze Cervejaria Antídoto SC Antídoto Catharina Sour Pitanga

 

Catharina Sour

Cerveja clara de trigo com frutas

 

Corpo: de baixo a médio-baixo
Cor: varia conforme a fruta adicionada, mas é frequentemente clara (fairly pale)
Aroma: “acidez láctica limpa” influenciada pela fruta utilizada
Sabor: variação de acordo com a fruta acrescenta, com “acidez láctica limpa” sempre perceptível
Teor alcoólico: de 4% a 5,5%
Amargor: de 2 a 8 IBUs

 

Clique aqui para ler a descrição completa do estilo Catharina Sour no BJCP.

 

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Veja alguns rótulos à venda da Catharina Sour, primeiro estilo brasileiro a constar no BJPC

 

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Catharina Sour foi anunciada como integrante de um dos principais guias de juízes de cerveja do mundo. Marcas catarinenses já estão comercializando versões com maracujá, pêssego, cupuaçu e amora


Fonte: Assessoria de Imprensa

O dia 4 de julho é histórico para o mercado brasileiro de cervejas. O primeiro estilo criado aqui chegou a um dos principais guias de cerveja do mundo, o Beer Judge Certification Program (BJPC). A Catharina Sour agora consta como um do estilos provisórios e poderá ser oficialmente incluída em concursos de todo o globo.

Fizemos uma seleção de algumas cervejarias que já colocaram à venda rótulos com o estilo Catharina Sour. Veja:

 

Catharina Sour Maracujá, da Cerveja Blumenau

Cerveja-Blumenau-180219-Catharina-Sour-MaracujáO estilo que nasceu em terras catarinenses está conquistando cada vez mais os paladares dos apaixonados por cerveja artesanal. Essa é uma das apostas da Cerveja Blumenau, que traz no mix a Catharina Sour Maracujá. O sabor tropical é premiado: foi medalha de prata no Concurso Brasileiro de Cervejas em 2017, na categoria experimental. O rótulo tem 2 IBUs (unidade de amargor que vai de 0 a 120) e 4% de teor alcoólico.

 

 

Catharina Sour Sun of Peach, da Cerveja Blumenau

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A primeira Catharina Sour da Cerveja Blumenau aposta no perfume e sabor delicado do pêssego. É levemente ácida, refrescante e fácil de beber. O rótulo foi medalha de prata no Australian International Beer Awards, em 2016. O teor alcoólico é de 4,1% e 2 IBUs (escala de amargor que vai de 0 a 120).

 

 

 

Catharina Sour com cupuaçu, da Schornstein

Schornstein-180518-Catharina-Sour-Cupuaçu-Divulgação-2O Sul e o Norte se encontram neste rótulo. Do estilo nascido em terras catarinenses e com uma das frutas mais consumidas na região amazônica, a Catharina Sour com cupuaçu, da Schornstein chega ao mercado com bastante personalidade. O sabor adocicado do ingrediente é harmonizado com a acidez característica do estilo. A cerveja nasceu através do projeto Usina Schornstein, em parceria com alunos da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) e é comercializada em latas de 473 ml. Com alto drinkability, a bebida tem 4 IBUs (escala de amargor que vai do 0 a 120) e graduação alcoólica de 4%.

Catharina Sour com amora, da Alles Blau

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A coloração avermelhada já conquista os olhares ao servir no copo. Mas o grande destaque deste rótulo é o sabor. A Catharina Sour com amora, da Alles Blau, traz a acidez característica do estilo combinada ao dulçor da fruta. É leve, refrescante e com alto drinkability. A cerveja tem 7 de IBUs (unidade de amargor que vai do 0 a 120) e 4,6% de graduação alcoólica.

 

 

Vem aí a 13ª cerveja Trapista do mundo

Tynt Meadow é a nova cerveja Trapista
O nome Tynt Meadow é homenagem ao local onde os monges estabeleceram-se em 1835 (Foto: bbc.com)


Fonte: BBC News
Por: Juliana Ribeiro

O mosteiro inglês Mount Saint Bernard Abbey (Abadia do Monte São Bernardo) recebeu autorização para começar a produzir cerveja Trapista. Este é o primeiro mosteiro da Inglaterra e o 13º do mundo autorizado a usar o selo da Associação Internacional Trapista em seus produtos.

Os monges decidiram abrir a cervejaria em 2013, depois que, por razões econômicas, tiveram que fechar a fazenda que mantinham no local.

A nova cerveja começa a ser vendida em julho, apenas na abadia e em lojas próximas ao local. O nome será Tynt Meadow, em homenagem ao local onde os monges estabeleceram-se em 1835. O teor alcoólico deve ficar em torno de 7,4%.

 

O que é cerveja trapista?

De acordo com a International Trappist Association, a cerveja deve ser preparada dentro da abadia pelos monges ou sob sua supervisão.

As atividades da cervejaria devem ser secundárias em importância para o trabalho e modo de vida do monastério

Não deve ser administrado como um empreendimento lucrativo, com fundos para financiar as despesas e os gastos dos monges e para ajudar causas beneficentes.

Seis das 12 cervejarias trapistas estão sediadas na Bélgica, com duas da Holanda e uma na Áustria, na Itália e nos EUA.

Alguns mosteiros trapistas também fazem pão, queijo, chocolate e outros produtos

Outros produtos alcoólicos feitos por diferentes ordens de monges incluem o licor francês Chartreuse e o controvertido vinho tônico Buckfast, que é feito em Devon.

 

 

 

Chef e cervejeiro elogia gastronomia goiana

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Chef e cervejeiro Ronaldo Rossi: elogios aos sabores do Cerrado (Foto: Divulgação)

 

Renomado nacionalmente, Ronaldo Rossi explica ser possível combinar sabores de pratos e cervejas regionais. Pequi, por exemplo, é ótimo para a mistura, diz

 

Fonte: O Popular
Por: Juliana Ribeiro

O chef de cozinha e cervejeiro Ronaldo Rossi é daqueles que não titubeiam ante à fatídica pergunta. “Adoro pequi. De verdade”, responde rápido. Um dos especialistas brasileiros mais conhecidos e respeitados quando se fala de gastronomia e cerveja, o chef esteve recentemente no Estado para evento sobre cervejas e se declarou apaixonado pela gastronomia goiana e por sua variedade.

Com mais de 20 anos de experiência, ele ainda se diz surpreso com a diversidade dos biomas brasileiros e conta que não conhecia algumas especialidades da terra, como carne de lata e nem cajazinho. “Incrível como alguns produtos ficam restritos às suas regiões, sendo que poderiam ser mais divulgados. A variedade dos biomas brasileiros é impressionante”, destaca.

Para harmonizar receitas goianas com cerveja, um dos desafios aos quais se lançou na visita, ele afirma que é preciso considerar o sabor marcante dos pratos, que, pelo menos por aqui, costumam ter muitos condimentos. “Harmonizar é quando você pega dois elementos que são muito bons em separado e que, juntos, são muito melhores”, explica.

Embora as possibilidades de harmonização sejam grandes, ele indica o estilo de cerveja Saison como o mais versátil para “combinar” com pratos da região. “Se eu tivesse que escolher um único estilo de cerveja, seria esse. Não tem erro”, diz, citando um estilo originário do sul da Bélgica, que era fabricada em períodos sazonais (daí o nome em francês). O tipo possui cor alaranjada e sabor marcante de frutas e temperos, geralmente adicionados à composição. Também é bem refrescante e possui teor alcoólico entre 3,5% a 9,5%.

No preparo de pratos

Ronaldo Rossi também dá algumas dicas para cozinhar com cerveja. Ele diz que prefere usar cervejas mais fortes e alcoólicas para garantir que o sabor continue mesmo depois do cozimento. Outra dica é incluir a cerveja na fase final de preparo, até em substituição à água. Segundo ele, pratos doces e salgados pode ser enriquecidos com o ingrediente.

Além de especialista em harmonização com cervejas, Rossia também é referência no uso de cerveja como ingrediente culinário, a conhecida “cuisine à la bière”. Ele foi pioneiro no Brasil, onde a prática ainda não é tão comum, embora seja tradicional em países com forte tradição cervejeira como a Bélgica. O chef diz que nunca sentiu resistência das pessoas ao uso de cerveja na cozinha porque há pratos populares no Brasil que já usam o ingrediente. “Todo mundo tem uma tia ou avó que tem uma receita de frango ou carne bovina com cerveja em seu caderno de receitas”, ressalta. (Juliana Ribeiro é jornalista e sommelier de cerveja)


Tem cerveja no empadão goiano

 

Empadao goiano com cerveja
Empadão goiano com molho de cerveja: sugestão é combinar com rótulo de Saison que tem pequi na composição (Foto: Rossini Pita)

 

Uma receita de empadão goiano com molho de cerveja foi uma das novidades que Ronaldo Rossi escolheu para o almoço harmonizado oferecido durante o 1º Congresso Técnico de Sommeliers, em Pirenópolis, há poucas semanas. A eleita foi a cerveja Astúria Red Ale com rosas e hibisco. Harmonizado com a cerveja Colombina Saison do Pé Rachado, o prato tem pequi em sua composição.

A receita do empadão é da aluna de Gastronomia da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Marilene da Luz. Segundo ela, é uma receita de família, que era preparada pela mãe em forno de barro. “É nosso prato típico do Natal”, explica. Outros pratos, também passíveis de receber cervejas na receita e ser combinados com elas, são pamonha de panela e carne de porco na lata com a cerveja Angel Dust, estilo Belgian India Pale Ale, e tiramissu, com cerveja do estilo Belgian Dark Strong Ale.

 

 

MASSA

1 kg de farinha de trigo

80 ml de óleo

250 ml de água

1 ovo

15 g de fermente em pó

Colocar em um recipiente todos os ingredientes, adicionando a água conforme necessidade e amassar bem. Deixe descansar por 30 minutos

RECHEIO

2 kg de peito de frango frito, cozido e desfiado

1 kg de linguiça assada

300g queijo minas frescal em cubos

200g de azeitonas sem caroço

250g guariroba fatiada

3 pão francês picadinho

600 g de batata cozida cortada em cubos

3 unidades de cebola finamente picadas

1 maço de cebolinha verde picadas

1 cabeça de alho amassado

1 colher de café de açafrão

3 unidades de pimenta dedo de moça

Sal e pimenta a gosto

100g de farinha de trigo para engrossar o molho

Preparo

MOLHO

Fazer o molho na panela da fritura do frango. Retirar a gordura da panela, deixando uma concha rasa. Refogar o alho e a pimenta do reino e dedo de moça, adicionar 2 colheres de sopa de extrato de tomate e deixar fritar por 2 minutos. Juntar o frango frito e adicionar 1 litro de água para cozimento. Enquanto isso colocar a linguiça para assar. Depois de assada, fatiar em rodelinhas e reservar. Depois de cozido o frango, retirar da panela e reservar. Juntar com os demais ingredientes.

Em um recipiente, colocar 100g de farinha de trigo com 200 ml de água, mexer até diluir. Adicionar ao molho do frango e deixe engrossar, mexendo de vez em quando, até o molho ficar espesso. Reserve.

REDUÇÃO DE CERVEJA

Colocar a cerveja numa panela e levar ao fogo para reduzir por 1/3, retirando as impurezas. Adicionar a redução ao olho pronto.

MONTAGEM

Passar a massa no cilindro ou rolo de macarrão, cobrir o fundo de uma forma untada. Fazer camadas: pão, molho, frango, batata, linguiça, queijo, guariroba, azeitona, cebola e cebolinha, molho. Cubra o empadão com outra massa, faça aparas com a tesoura e enrole com as pontas dos dedos, fazendo uma borda torneada.

Receita: Marilene da Luz

Cervejas com sabores brasileiros conquistam goianos

Piri Bier, festival de cervejas artesanais de Pirenópolis
Público no Piribier em 2018: festa celebrou os rumos do mercado cervejeiro, que em Goiás está crescendo (Foto: Divulgação)

 

Tema do Piribier neste ano, sabores regionais se consolidam como aposta do mercado cervejeiro artesanal

 

Fonte: O Popular
Por: Juliana Ribeiro

As cervejas com frutas, castanhas e especiarias regionais chegaram para ficar e não poderia ser diferente em Goiás. A variedade de sabores da região contribui para o lançamento crescente de novos rótulos e desperta o interesse de consumidores. A tendência ficou visível para quem visitou o Piribier, festival de cervejas artesanais de Pirenópolis que terminou no último domingo e reuniu produtores de cerveja artesanal de várias partes do País e do exterior. Entre os 250 rótulos vendidos em 24 estandes, foi possível beber cervejas com pequi, pimenta bode, baru, jabuticaba, goiaba, manga e mexerica, por exemplo.

A 2ª Copa Piribier de Cervejas Caseiras, realizada durante o festival, aceitou inscrições apenas de cervejas com frutas, condimentos e especiarias genuinamente nacionais. As três primeiras colocadas no concurso foram: Brown Porter com cumaru, India Pale Ale com sucupira e Witbier com umbu coentro e limão siciliano. A cerveja vencedora será produzida industrialmente pela Cervejaria Goyaz, que produz o rótulo Colombina, e vendida no segundo semestre, em Goiânia.

Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, o uso de frutas e madeiras (para armazenamento) na fabricação da cervejas incentiva a curiosidade sobre a bebida porque esses sabores e aromas despertam a memória emocional. “As pessoas já têm uma ligação natural com as frutas, principalmente as da região. Algumas lembram a infância, a casa da avó, o quintal de casa”, explica ele, que esteve em Pirenópolis.

Lapolli acredita que essa variedade regional é o diferencial da cerveja brasileira e diz que recebe muitos contatos de pessoas de fora do país querendo importar cervejas brasileiras. “Eles sempre estão buscando isso, essa regionalidade, essa brasilidade”, destaca.

Um dos maiores especialistas brasileiros em gastronomia e cervejas, Ronaldo Rossi foi um dos jurados da comissão que avaliou os participantes da Copa Piribier e se diz surpreso com a variedade de sabores do Cerrado e suas possibilidades gastronômicas. “Eu não conhecia o cajazinho antes de vir a Goiás”, destaca o chef e sommelier ao lembrar de cervejas com essa fruta que estavam sendo vendidas no festival.

Investimento

Não é por acaso que cervejarias locais investem em sabores do Cerrado. A cerveja Colombina, da Cervejaria Goyaz, em Goiânia, por exemplo, produz rótulos com nomes e ingredientes típicos de Goiás. Vale destacar a Saison do Pé Rachado (com pequi), a Romaria (com baunilha do Cerrado e mutamba) e a Braveza (com jabuticaba). Quem quiser variar, ainda pode experimentar as cervejas com pimenta bode, murici, cagaita, seriguela ou rapadura moça branca, comprada de produtores de Nerópolis.

O sommelier de cervejas da empresa, Alberto Nascimento, explica que a Colombina começou a investir em ingredientes regionais quando decidiu se posicionar como cerveja local. Ele acredita que as cervejas com frutas têm feito tanto sucesso porque permitem criatividade e muitas variações de sabores. “O consumidor goiano tem se interessado cada vez mais por cervejas artesanais. Acredito que é o movimento natural de despertar curiosidade, mudar a experiência de consumo”, explica Nascimento.

Os sabores regionais da Colombina estão sendo exportados desde 2017 e, semana passada, a cerveja Romaria recebeu medalha de platina como um dos destaques no concurso Meininger’s International Craft Beer Award, na Alemanha. (Juliana Ribeiro é jornalista e sommelier de cerveja e participou do Piribier)

 

Frutos da terra

 

Cajazipa, cerveja produzida na Cidade de Goiás
Cajazipa, cerveja de cajazinho produzida na Cidade de Goiás


O movimento cervejeiro em Goiás tem rendido cada vez mais frutos. Novata no mercado das cervejas artesanais, a Vila Boa Cervejaria, outro exemplo, é da cidade de Goiás e também marcou presença no Piribier com a Cajazipa, uma India Pale Ale com cajazinho.

Para os proprietários Vandré Borges Santana e Maria Teresa Mendes Guimarães, os ingredientes típicos incorporam sabor e aroma diferenciados à cerveja e como o cajazinho é um dos frutos mais marcantes da região, foi escolhido para que a cerveja tivesse a cara da cidade. “O suco é extremamente tradicional e o picolé da Praça do Coreto sempre é procurado pelos turistas”, explica Vandré.

A Oktos Cervejaria, de Aparecida de Goiânia, levou para o festival estilos como American Pale Ale com manga e Barley Wine com açúcar mascavo. A Astúria Cerveja, de Goiânia, misturou tamarindo, manga, pêssego, maracujá e cajá em um rótulo do estilo India Pale Ale. Do Distrito Federal, vieram cervejas com goiaba (Corina Cervejas), mexerica (Cervejaria Metanoia) e jabuticaba (Cervejaria Amortentia).

 

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Pirenópolis, capital goiana da cerveja

 

 

Pirenópolis, capital goiana da cerveja

Piri Bier, festival de cerveja artesanal de Pirenópolis
Edição anterior : criado há três anos, Piribier segue movimento integrado por universidade e empresários (Foto: Flavio Isaac)

A pequena cidade de 24 mil habitantes, conhecida por suas belezas naturais e pelo burburinho da Rua do Lazer, encontrou mais uma vocação turística e econômica


Fonte: O Popular
Por: Juliana Ribeiro
 


Ir a Pirenópolis para beber cerveja artesanal é uma ideia que tem atraído mais pessoas a cada ano. A pequena cidade de 24 mil habitantes, conhecida por suas belezas naturais e pelo burburinho da Rua do Lazer, encontrou mais uma vocação turística e econômica e já pode ser chamada de capital goiana da cerveja.

Dois momentos foram marcantes para consolidar essa imagem. Em 2015, foi realizado o 1˚ Piribier, festival anual de cervejas artesanais, que acabou por incentivar a criação do Núcleo de Estudos da Cerveja da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O núcleo integra o curso de Tecnologia em Gastronomia do Câmpus Pirenópolis.

Este ano outra novidade chega à cidade, o 1˚ Congresso Técnico de Sommerliers. Organizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o encontro é mais um evento a atrair profissionais brasileiros e estrangeiros para a região.

Para o presidente da Abracerva, Carlos Lapolli, com eventos como o Congresso e o Piri Bier, todos ganham. A cidade que passa a ser conhecida por novas pessoas e os visitantes, que têm a oportunidade de vivenciar a riqueza do Cerrado. “A gastronomia é o ponto forte da região. É um cenário perfeito para falar de cerveja artesanal, que busca sempre o consumo local e as raízes”, diz Lapolli. (Juliana Ribeiro é jornalista e sommelier de cervejas)

 

Cervejeiros investem em Pirenópolis 


Pirenópolis já tem uma fábrica local, a Santa Dica Cervejaria

 

Lucas Amaral de Faria é dono do bar de cervejas especiais Êiou, em Pirenópolis
Lucas Amaral de Faria: ele investiu em casa especializada (Foto: Divulgação)

Empresários e cervejeiros apaixonados por cerveja também encontraram um nicho em Pirenópolis e têm investido na cidade, que conta com diversos empórios e bares de cervejas especiais nacionais e importadas. Pirenópolis já tem uma fábrica local, a Santa Dica Cervejaria.

A cervejaria foi criada para ter uma identidade forte com a cidade, como conta o sócio Ernesto Matthias de Pina Walde. Da logomarca com desenhos das Cavalhadas aos ingredientes regionais, tudo foi cuidadosamente planejado. “Os turistas que chegam à cidade têm interesse em conhecer ‘a cerveja de Pirenópolis’. Isso incentiva pessoas que nunca tomaram cerveja artesanal queiram experimentar”, destaca.

Para Ernesto, Pirenópolis ainda tem uma produção pequena, mas pode ser chamada de capital da cerveja goiana por causa da importância política e estratégica, já que recebe grandes eventos do setor e possui o Núcleo de Estudos da Cerveja da UEG. “Aqui foram tomadas decisões importantes como a assinatura da Carta de Pirenópolis”, destaca.

Bar Êiou

Entre os bares de cervejas especiais, o Êiou é um dos mais especializados. Foi inaugurado em 2016 pelo mineiro Lucas Amaral de Faria, administrador e sommelier de cervejas. “Como na cidade ainda não tinha uma casa que trabalhasse especificamente com cervejas especiais, resolvemos unir o útil ao agradável”, explica.

Para o proprietário do Êiou, a união de esforços entre UEG e empresários do ramo está fazendo de Pirenópolis um polo cervejeiro difícil de se ver em outros Estados. “Precisamos que o poder público enxergue assim, para consolidarmos a cidade como um atrativo turístico cervejeiro, além de natural e histórico”, destaca.  (Juliana Ribeiro é jornalista e sommelier de cervejas)


Movimento cervejeiro pirenopolino nasceu com a “Carta de Pirenópolis”

 

 

Pirenópolis, capital da cerveja artesanal em Goiás
Universidade Estadual de Goiás tem um câmpus na cidade de Pirenópolis (Foto: Arquivo pessoal)


A Carta foi o primeiro passo para a criação do Núcleo de Estudos da Cerveja, que integra o curso de Tecnologia em Gastronomia do Câmpus Pirenópolis

 

 

A criação de um polo cervejeiro em Pirenópolis começou a ganhar forma em 2015, quando representantes da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e empresários cervejeiros reuniram-se após o 1˚ Piribier para discutir maneiras de incentivar o setor. O resultado foi a assinatura da Carta de Pirenópolis, primeiro passo para a criação do Núcleo de Estudos da Cerveja, que integra o curso de Tecnologia em Gastronomia do Câmpus Pirenópolis.

Além do núcleo de estudos, o acordo entre a UEG e as empresas Piribier, Escola da Cerveja e Cervejaria Colombina previa a doação de equipamentos e a transferência de tecnologia e de estrutura necessárias para desenvolver a cultura e a produção cervejeira artesanal na região.

Segundo o coordenador do curso e do núcleo, Vanderlei Alcântara, a UEG já colhe avanços importantes no incentivo à pesquisa desse setor. Professores têm sido convidados para eventos científicos nacionais e internacionais e o número de estudantes interessados no tema aumenta a cada dia. Ano passado, 5 dos 17 artigos apresentados como Trabalho de Conclusão de Curso (TC) pelos formandos do Curso de Tecnologia em Gastronomia tinham a cerveja artesanal como tema.

A UEG também forma mão de obra especializada por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec). Em 2017 foram 40 profissionais contemplados e este ano já está em andamento uma turma com 20 alunos. De acordo com Vanderlei, a maior parte desses profissionais é contratada por lojas especializadas em cervejas artesanais, pela organização do Piri Bier e pela Santa Dica Cervejaria.

O polo cervejeiro de Pirenópolis ainda conta com duas novidades. No segundo semestre deste ano terá início um curso cervejeiro artesanal, aberto à comunidade. Em até dois anos, está prevista a criação de um curso de Pós-Graduação em Produção Cervejeira que será o primeiro do Brasil oferecido por uma universidade pública.

Este ano, quatro estilos de cerveja produzidos no câmpus da UEG vão competir na Copa Piri Bier de Cervejas Caseiras: English Pale Ale com rapadura e capim limão, Weiss com adição de bacupari, Dry Stout produzida 100% com água de coco e Catharina Souer com adição de cajuzinho do cerrado). Por enquanto, essas cervejas ainda são experimentais e catalogadas como estudo científico, mas a UEG vai pedir o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que possam ser comercializadas. (Juliana Ribeiro é jornalista e sommelier de cervejas)

 

 

Pós-graduação inédita em Sommelieria está com inscrições abertas

 

 

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Rodrigo Sawamura, chef e melhor sommelier de cervejas do Brasil, é coordenador do curso.   Foto: Divulgação


Fonte: Assessoria de imprensa

Repassar ao público conhecimento sobre o que ele está consumindo. Levar para as indústrias os anseios e desejos do consumidor. O que chega à nossa mesa muitas vezes tem o intermédio de um profissional cada vez mais requisitado: o Sommelier. E foi da observação do potencial desta categoria que a Escola Superior de Cerveja e Malte criou a primeira pós-graduação em Sommelieria do país. O curso, que tem duração de três semestres, está com inscrições abertas em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

No conteúdo estão, além de cerveja e vinho, outros itens gastronômicos como chás, cafés, água, kombucha, cachaças, whisky, charcutaria, queijos e chocolates, entre outros. Temas relacionados à gestão, como controle de estoque e serviço, também serão abordados. As aulas acontecem quinzenalmente, às sextas-feiras a noite e aos sábados durante todo o dia. O início do curso está marcado para 8 de junho em São Paulo (SP) e 22 de junho em Curitiba (PR).

O diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte, Carlo Bressiani, diz que o objetivo da pós-graduação em Sommelieria é oferecer uma formação completa na área e capacitar profissionais para atuar de maneira multidisciplinar em indústrias, restaurantes e consultorias. “Não existia ainda, no Brasil, uma programação que reunisse conhecimento sobre todas as áreas, de forma integrada. É essa a nossa proposta e estamos certos de que estas duas turmas serão o início de um novo curso com formações constantes”, comenta.

O curso é coordenado em conjunto por Rodrigo Sawamura e Joyce Oliveira. Rodrigo foi eleito em 2017 o terceiro melhor Sommelier de Cervejas do mundo e o melhor do país. Além disso, é chef de cozinha e engenheiro de alimentos. Também atua com outras bebidas. Joyce Oliveira é chef patissier, Sommelier de Vinhos e Cervejas e Sensory Trainer da FlavorActiv. Ela tem experiência de duas décadas com educação na área de alimentos e bebidas.

De acordo com Sawamura, a grade foi pensada para integrar os conhecimentos em todas as áreas abrangidas pela pós-graduação. “Buscamos especialistas em cada área que, ao mesmo tempo, tenham uma visão global. Conseguimos montar um time de professores que reúne formação técnica e vivência prática. Tenho certeza de que a entrega para os alunos será muito acima das expectativas”, diz.

Sobre a Escola Superior de Cerveja e Malte

Com mais de 4,5 mil alunos formados em três anos de atuação, a Escola Superior de Cerveja é Malte é a primeira e única instituição de ensino superior especializada na bebida da América Latina. É parceira da alemã Doemens Academy, uma das mais respeitas entidades do mundo.

São cerca de 90 cursos diferentes, em mais de 200 turmas já realizadas. Na sede, em Blumenau (SC), além das salas de aula estão disponíveis 8 laboratórios voltados para o ensino de cerveja. Parcerias com cervejarias da região garantem visitas técnicas e relacionamento com o mercado durante os cursos.

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Diversas bebidas e comidas são estudadas na pós-graduação inédita no Brasil
Clique para ver maior | Imagem: Divulgação

1˚ Congresso Técnico de Sommeliers está com inscrições abertas

 

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Imagem: Abracerva

 

Por: Juliana Ribeiro

Pirenópolis, cidade turística do interior de Goiás, sedia o 1˚ Congresso Técnico de Sommeliers de cerveja, de 31 de maio a 2 de junho. A organização é da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, entidade situada em Brasília (DF) que reúne as microcervejarias em nível nacional.

As inscrições para o evento começam nesta segunda-feira (26 de março) e podem ser feitas aqui. O congresso é realizado pelo Núcleo de Sommeliers da instituição e terá palestras, harmonizações, workshops e debates sobre a profissão.

O congresso será realizado em paralelo ao Piribier, festival de cerveja artesanal de Pirenópolis, que este ano será realizado de 30 de maio a 2 de junho, no Cavalhódromo da cidade.

Mais informações: 
Abracerva
Telefone: (61) 3771-2400
E-mail: contato@abracerva.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

Cientistas criam lúpulo artificial

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Fonte: IstoÉ

Cientistas nos Estados Unidos criaram uma cerveja mais sustentável depois de descobrir uma maneira de obter o sabor característico do lúpulo em cervejas artesanais sem a necessidade de usar lúpulo, cujo cultivo exige o uso intensivo de água.

Pesquisadores dizem que a técnica pode reduzir a dependência da indústria cervejeira do lúpulo – um cultivo sedento e caro – e produzir o aroma e sabor consistentes que são tendência entre os entusiastas da cerveja.

Em um artigo publicado pela revista científica Nature Communications, cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley mostraram como usaram softwares de edição de DNA para manipular o genoma da levedura de cerveja, combinando genes de hortelã e manjericão, bem como dois de levedura normal.

Isso impulsionou a produção de sabores normalmente fornecidos pela adição de lúpulo durante o processo de fabricação de cerveja.

“Fomos capazes de usar algumas das ferramentas que desenvolvemos para controlar com precisão o metabolismo para produzir a quantidade certa de sabores de lúpulo”, disse Jay Keasling, professor de engenharia química e biomédica da UC Berkeley.

Os resultados foram tão convincentes que os funcionários da vizinha Fábrica de Cerveja Lagunitas, em testes de sabor, disseram que a cerveja produzida em laboratório tinha mais gosto de lúpulo do que uma alternativa fabricada convencionalmente.

Sem off-flavours

Os cientistas foram informados de que sua cerveja geneticamente modificada tinha gosto de “‘fruit loops’ e flor de laranjeira”, sem nenhum ‘off-flavours’ (sabor fora do padrão) perceptível, disse Charles Denby, um dos autores do estudo, à AFP.

O lúpulo é uma planta extremamente intensiva em recursos, de modo que cada ‘pint’ (0,568 litro) de cerveja artesanal precisa de cerca de 50 ‘pints’ de água apenas para cultivá-lo.

 

A recente onda de fabricação de cerveja artesanal, que normalmente usa muito mais lúpulo por litro do que as cervejas produzidas comercialmente, também levou a um declínio acentuado na disponibilidade de algumas variedades de lúpulo.

 

“Além disso, muita energia é necessária para processar, transportar e armazenar” o lúpulo, acrescentou Denby.

Sintetizar sabores de lúpulo na cerveja, em outras palavras, significa que uma quantidade significativamente menor de água e fertilizantes é necessária para produzir a cerveja perfeita.

“Minha esperança é que, se pudermos usar a tecnologia para fazer uma ótima cerveja que é produzida com um processo mais sustentável, as pessoas vão adotar isso”, disse Denby.

Os autores do artigo planejam continuar desenvolvendo novas linhagens de levedura para produzir uma variedade de cheiros e sabores.

“Usar as ferramentas apropriadas para controlar a produção desses sabores pode resultar em uma cerveja com um sabor de lúpulo mais consistente, ainda melhor do que a própria natureza pode fazer”, disse Keasling.

 

 

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Leopoldina lança mais dois rótulos de cerveja

 

Fonte: Embalagem Marca

A Cervejaria Leopoldina, marca de cervejas especiais da Famiglia Valduga, anuncia a chegada de mais dois rótulos para seu portfólio: Leopoldina Belgian Tripel e Leopoldina Russian Imperial Stout.

A cerveja Leopoldina Belgian Tripel tem coloração dourada, com notas frutadas típicas do estilo, resultado da maceração com sementes de coentro e cascas de laranja.

Já a Leopoldina Russian Imperial Stout tem coloração escura e com baixa

formação de espuma. A bebida tem notas frutadas e aromas de

toffee, caramelo e chocolate e nuance de café.

As duas cervejas são acondicionadas em garrafas de 750 mililitros fechadas com rolhas metálicas.

 

Fotos: Reprodução 

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