Pirenópolis, a joia do interior de Goiás

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario

Um de meus lugares preferidos no mundo. Sem exageros, é o que sinto em relação a Pirenópolis, essa cidadezinha de 24 mil habitantes no interior de Goiás. A cidade vale a visita por causa das cachoeiras e trilhas, dos vários restaurantes e bares da cidade, da pequena, mas agitada vida noturna, e da tradição histórica e cultural.

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Ruas de Pirenopolis

Pirenópolis manteve arquitetura Colonial

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario
Rua do Lazer, em Pirenopolis
Rua do Lazer, em Pirenópolis

O turismo é a principal fonte de renda da cidade e o calendário de eventos é bem variado e vai de encontros gastronômicos e campeonatos esportivos a encontros esotéricos. Ao longo do ano, a cidade sedia As Cavalhadas e grandes eventos como Piribier (festival de cervejas artesanais), Piri Music Festival, Circuito Gastronômico Goiás, Corridas de Montanha, Hipnotica Festival A Sinergia, II Encontro Nacional Enteógenos e muitos outros.

Rio das Almas e Igreja do Rosario Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario
Rio das Almas e, ao fundo, Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosario

O que fazer

Cachoeiras – são quase 100 opções. A maioria fica em fazendas particulares e é preciso pagar a entrada

Parque da Serra dos Pireneus – caminhas no meio do Cerrado, que ainda está conservado

Vida noturna – a Rua do Lazer é a indicação para quem gosta de barzinhos, restaurantes e de ver gente bonita andando de lá para cá

Eventos temáticos – de festival de cervejas artesanais a eventos esotéricos, a cidade tem de tudo um pouco. Veja aqui o calendário de eventos de Pirenópolis.

O CAT (Centro de Atendimento ao Turista) funciona de verdade. Está instalado em dois lugares: Portal de entrada da cidade e CAT Centro Histórico.

As Cavalhadas de Pirenópolis

Principal festa da cidade, As Cavalhadas fazem parte da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, realizada anualmente em maio ou junho – 50 dias depois da Páscoa.

As Cavalhadas são uma encenação das batalhas realizadas no século VIII d.c. entre cristãos e muçulmanos que disputavam a região onde hoje é o sul da França. A vitória dos cristãos, comandados pelo rei Carlos Magno, foi contatada oralmente ao longo dos séculos seguintes e por volta do século XVIII começou a ser encenada em Portugal.

A manifestação foi trazida para o Brasil pelos padres jesuítas como uma forma de reforçar o poder da Igreja Católica e continua sendo encenada em várias partes do Brasil.  Em Pirenópolis, a festa começou em 1826 e, segundo históriadores locais, foi introduzida pelo Padre Manuel Amâncio da Luz.

Cavalhódromo

Na encenação da batalha, 12 cavaleiros cristãos vestidos de azul enfrentam 12 cavaleiros mouros vestidos de vermelho. As roupas e os cavalos vestem roupas bordadas e com muito brilho. A batalha é disputada em um lugar chamado Cavalhódromo, semelhante a um campo de futebol com arquibancadas e duas torres, uma de cada lado, com os símbolos do cristiano e do islamismo.

Os Mascarados

Durante os dias da Festa do Divino, os mascarados tomam conta da cidade montados em cavalos enfeitados com fitas, tecidos e plantas. Os mais tradicionais usam máscaras de cabeça de boi feitas com papel (marca registrada da cidade), mas outras fantasias também são vistas. Segundo o folclore da região, a história exata do surgimento dos mascarados não é clara, mas eles representariam o povo. Enquanto a batalha entre mouros e cristãos era exclusiva da elite, os mascarados seriam a representação popular dos que não podiam participar das Cavalhadas.

História de Pirenópolis

Cidade histórica rodeada pela Serra dos Pireneus, foi fundada em 1727 quando os Bandeirantes paulistas chegaram à região em busca de ouro. Tombada pelo (IPHAN) Instituto do Patrimônio Histórico Nacional em 1988, o lugar foi conservado e mantém o casario colonial da época.

Com o declínio da exploração do ouro e o isolamento da região, a cidade ficou isolada por muito tempo até que, com a inauguração de Brasília, em 1960, começou a atrair mais turistas. Nos anos de 1980, hippies e artesãos escolheram a região para morar, contribuindo para a criação de comunidades alternativas e a popularização da produção de semijoias de prata.

Com a construção de mais rodovias que facilitaram o acesso ao local, mais em mais turistas chegam a cada dia e se apaixonam pelo lugar. O lugar fica lotado nos feriados e até nos fins de semana normais. A cidade é hoje um dos destinos turísticos mais procurados da Região Centro-Oeste.

Como chegar

Ônibus

Saem diariamente de todas as cidades próximas. As principais são Anápolis, Goiânia e Brasília.

Carro

 

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